Caged: Brasil abre 72 mil novos postos em maio; saldo é o pior no mês desde 2020

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O mercado de trabalho formal brasileiro abriu 72.960 postos de emprego formal em maio deste ano. O número é resultado de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Novo Caged, e foram divulgados nesta terça-feira (30/6). O número representa uma queda de 52,35% em relação a maio de 2025, quando foram criados 153.108 postos.

O saldo é o menor de um mês de maio desde 2020, período da pandemia de Covid-19, quando foram fechados 398.230 postos. Considerando desde janeiro até maio, foram criados 767.326 novos postos. O acumulado deste ano também é o menor desde 2020 considerando o mesmo período. À época, foram fechados 1.345.103 postos. 

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu a retração à política monetária do Banco Central (BC) e aos efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre a economia global.

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A criação de empregos em maio foi puxada principalmente pelo setor de serviços, responsável pela abertura de 45.655 vagas, seguido pela construção (+12.096), agropecuária (+10.205) e indústria (+4.974). O comércio praticamente ficou estável, com saldo positivo de apenas 40 postos de trabalho. No setor de serviços, os maiores destaques foram saúde humana e serviços sociais, atividades administrativas e serviços complementares.

Regionalmente, 22 das 27 unidades da Federação apresentaram saldo positivo na geração de empregos. Em números absolutos, os melhores resultados foram registrados no estado de São Paulo (+18.224), Espírito Santo (+9.532) e Rio de Janeiro (+9.195). Já os piores desempenhos ficaram com Rio Grande do Sul (-5.657), Goiás (-2.742) e Tocantins (-743). Em termos proporcionais, o Espírito Santo liderou a expansão do emprego formal, enquanto Tocantins apresentou a maior retração relativa no mês.

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O salário médio real de admissão foi de R$ 2.384,10 em maio, valor 0,75% inferior ao registrado em abril, mas 1,5% acima do observado no mesmo mês de 2025, já descontados os efeitos da inflação e da sazonalidade. 

As mulheres responderam pela maior parte da geração de empregos, com saldo de 51.848 vagas, ante 21.112 entre os homens. Jovens de até 24 anos concentraram praticamente toda a expansão do emprego formal, com abertura de 90.503 postos, enquanto trabalhadores acima dessa faixa etária registraram saldo negativo de 17.543 vagas. Pessoas com ensino médio completo lideraram a geração de empregos por escolaridade.