O ministro Dias Toffoli estuda a ideia de devolver à 1ª instância judicial a investigação do caso do Banco Master. A interlocutores, o magistrado tem dito que, a depender da instrução processual, do relatório final da Polícia Federal e do parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, a investigação pode deixar o Supremo Tribunal Federal (STF).
Dessa forma, serão importantes as diligências que serão feitas nos próximos 60 dias – prazo de prorrogação do inquérito. Os depoimentos colhidos na próxima semana também terão papel importante. Há um movimento nos bastidores da corte de que essa seria uma saída estratégica e poderia tirar Toffoli do foco das manchetes dos jornais e reduzir o desgaste na imagem do Supremo.
A investigação chegou ao STF devido à citação do nome do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), mesmo ele não sendo um dos investigados. O pedido foi feito pela defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, após um envelope com documentos de um negócio imobiliário relacionado ao parlamentar ter sido encontrado em uma busca e apreensão.
No dia 3 de dezembro de 2025, Toffoli decidiu que qualquer nova medida judicial do caso Master deveria ser avaliada previamente pelo Supremo e não mais pela instância inferior — Justiça Federal ou Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Na prática, Toffoli passou a dar aval a novas diligências, por exemplo, como busca e apreensão e até mesmo pedidos de novas prisões. O ministro também decretou sigilo às investigações.
O Banco Master é alvo de investigação de crimes de gestão fraudulenta e organização criminosa por comercialização de carteiras de créditos sem lastro. Os prejuízos estão avaliados em mais de R$ 12 bilhões.