Lewandowski e mais dois têm saída iminente da Justiça, mas data depende de Lula

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As saídas de Ricardo Lewandowski e de ao menos dois secretários do Ministério da Justiça e Segurança Pública são dadas como certas por integrantes da pasta. Duas pessoas que trabalham com o ministro disseram ao JOTA que funcionários estão a postos para esvaziar o gabinete ocupado por ele no Palácio da Justiça. Há quem diga que isso poderá ocorrer ainda nesta semana, mas a definição sobre o dia em que o ministro deixará o cargo depende de uma última conversa com Lula.

O presidente deve retornar para Brasília nesta terça-feira (6/1), após passar as festas de fim de ano no litoral do Rio de Janeiro. Lula falou com Lewandowski sobre o assunto em dezembro e havia pedido para o ministro permanecer no cargo até o fim do mandato. O JOTA apurou que, apesar do apelo, Lewandowski está irredutível em relação à saída.

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O secretário-executivo do ministério, Manoel Carlos de Almeida Neto, e o secretário de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, deixarão a pasta com Lewandowski. Outras saídas poderão ocorrer.

Lula foi aconselhado a procurar um substituto com perfil político. Não está descartada a possibilidade de Lula pedir para o ministro continuar no governo até a votação da PEC da Segurança Pública no Congresso, embora o cenário mais provável aponte para a saída neste mês.

Cotado para o cargo no passado, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é visto como carta fora do baralho. Pacheco foi preterido na briga pela vaga de Luís Roberto Barroso no STF e comunicou a Lula que pretende abandonar a vida pública após o término do atual mandato.

Não está claro qual será o impacto da iminente saída de Lewandowski nas entregas previstas para o início deste ano. A Secretaria de Direitos Digitais prepara o relatório final da consulta pública sobre aferição de idade, além de um decreto que trata da regulação do ECA Digital. Já a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) estrutura uma ofensiva contra o comércio ilegal no ambiente digital.