EUA bloqueiam bens de dois brasileiros e três empresas brasileiras alegadamente ligados ao PCC

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O Governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou nesta quarta-feira (1/7) sanções a dois brasileiros, três companhias brasileiras e uma empresa portuguesa devido à alegada ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em maio, o grupo foi classificado pelo Departamento de Estado americano como organização terrorista global, juntamente com o Comando Vermelho (CV).

As sanções, aplicadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA, são destinadas a Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Shimada é apontado como responsável pelo vínculo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes de fora do país. Oliveira seria “secretária” dele e “parente próxima”.

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As empresas brasileiras sancionadas são a Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologias Ltda., que pertence a Shimada; a Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda; e a Wave Csontruções Inteligentes Ltda. A portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda., uma empresa de transporte e armazenamento sediada nas proximidades de Lisboa e que também pertence a Shimada, foi igualmente sancionada.

Os citados terão bloqueados todos os bens ou interesses em bens que estejam nos Estados Unidos ou sob a posse de pessoas nos Estados Unidos. O bloqueio também vale para qualquer companhia que tenha 50% ou mais de seu controle na mão das pessoas e empresas sancionadas.

Segundo o comunicado do OFAC, o PCC é a maior organização transacional do Ocidente e representa uma “ameaça significativa à segurança nacional dos EUA”, uma vez que têm integrantes em todo o território americano, particularmente na Flórida, “lavam recursos provenientes do tráfico de drogas e contribuem para um ciclo de criminalidade”.

A ação desta quarta-feira tem como alvo o braço da rede sediado em São Paulo, supostamente comandado por Shimada e Oliveira. O comunicado do escritório americano aponta que Shimada e empresas lavaram mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos Estados Unidos, utilizando criptomoedas para transferir fundos de volta ao Brasil.

O OFAC cita ainda que, em janeiro de 2025, Shimada foi conduzido a prisão domiciliar no Brasil porque a Victory Trading foi utilizada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro, o Corinthians, como parte de um esquema de fraude publicitária.

Tal esquema teria relação com um acordo publicitário entre a empresa de apostas VaideBet e o Corinthians. Em maio do ano passado, o Globo Esporte havia publicado que o dinheiro desviado no esquema passou pela mão da Victory Trading.