O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou nesta quarta-feira (19/11) que planeja deixar a vida pública ao fim de seu mandato, em fevereiro de 2027. A declaração ocorre em meio a sinalizações de que não será indicado por Lula (PT) para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, é o favorito do presidente para 11ª cadeira da Corte.
“Sempre tive a previsão de encerramento da vida pública ao fim do meu mandato. A saída da presidência do Senado já era a intenção do encerramento desse ciclo”, afirmou a jornalistas. O desejo de Lula, que se reuniu com o senador na segunda-feira (17/11), é que Pacheco se eleja governador de Minas Gerais no ano que vem. O ex-presidente do Senado afirmou que “é uma honra” ser lembrado para o governo do estado, mas que o cenário não altera seus planos, já existentes, de não disputar novas eleições.
Segundo ele, sua decisão é parte de um ciclo político “com data de entrada e de saída” e foi amadurecida ainda durante sua recondução à presidência do Senado. Pacheco disse, no entanto, que a decisão final ainda será tomada em consulta a aliados políticos de Minas Gerais e do Congresso.
Encontro com Lula
O senador descreveu como “muito franca e amistosa” sua conversa recente com Lula. Ele disse haver respeito mútuo entre ambos e descartou ruídos decorrentes da escolha do sucessor de Barroso. “Foi uma conversa de pessoas civilizadas, que se respeitam muito e que se gostam. Eu gosto do presidente Lula e eu sei que ele gosta muito de mim”, declarou o senador.
O nome escolhido por Lula precisará ser aprovado por, pelo menos, 41 senadores antes de ser empossado ministro do STF. Pacheco, aliado de primeira hora do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), é o preferido do amapaense ao Supremo, que faz resistência ao nome de Messias para o cargo. Pacheco também é considerado por ala de senadores mais próximos do presidente da Casa como o “nome do Senado” para a vaga.
Sobre a eventual aposentadoria, Pacheco diz que Alcolumbre acompanha e “respeita” sua decisão. “Acho até que ele concorda que esse ciclo deve ser encerrado”, disse o senador.