A Comissão Especial da Advocacia Multiportas da OAB reuniu-se nessa quinta-feira (18/6) para debater os desafios contemporâneos da profissão e as transformações estruturais necessárias ao exercício da advocacia. O encontro contou com a participação de representantes de seccionais e subseções de diferentes regiões do país e foi conduzido pela presidente do colegiado, Eunice Schlieck.
Durante a reunião, os participantes discutiram a Advocacia Multiportas como um modelo de atuação voltado à ampliação das possibilidades de serviços jurídicos e ao fortalecimento da relação entre advogado e cliente. A proposta, estruturada a partir das chamadas “sete portas de conexão”, foi apresentada como uma mudança concreta na cultura jurídica, e não apenas como uma formulação teórica.
Os debates também evidenciaram a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre o modelo entre os próprios integrantes do sistema institucional responsável por sua difusão. Segundo a Comissão, a compreensão adequada dos conceitos e diretrizes da Advocacia Multiportas é fundamental para sua efetiva implementação e consolidação.
Outro ponto destacado foi a persistência de uma cultura jurídica fortemente centrada no litígio, o que ainda representa um desafio para a adoção de práticas mais colaborativas, estratégicas e orientadas à adequada solução de conflitos. Nesse contexto, os participantes ressaltaram que a inovação na advocacia vai além da incorporação de novas tecnologias, exigindo mudanças de postura e a superação de uma atuação centrada no processo, com maior foco na realidade concreta do cliente e na construção de soluções adequadas ao conflito.
“A Advocacia Multiportas se apresenta como um caminho de reestruturação da prática jurídica contemporânea, exigindo maturidade institucional e abertura para uma advocacia mais integrada, estratégica e alinhada às demandas complexas da sociedade atual”, afirmou a presidente da comissão, Eunice Schlieck.