O treinamento do Ecossistema Elo aconteceu no plenário Pedro Ribeiro Tavares,
na sede do TRT-PR em Curitiba-PR.
Ao longo do mês de junho, todas(os) as(os) servidoras(es) de gabinetes de desembargadoras(es) do TRT-PR participam de treinamento prático para a utilização do Ecossistema ELO. A solução, uma inteligência artificial (IA) integrada ao Chat-JT, foi desenhada para otimizar o fluxo de trabalho e dar suporte à prestação jurisdicional com maior celeridade e qualidade.
Durante a oficina, o instrutor e um dos idealizadores do projeto, o servidor José Irineu dos Santos Junior, detalhou a estrutura do sistema. O Ecossistema ELO atua em duas frentes distintas.
O ELO Triagem permite a gestão estratégica do acervo ao fornecer um resumo estruturado dos processos sem a necessidade imediata de abri-los. Já o ELO Minutas é voltado à elaboração de votos. O acrônimo ELO compreende o Escaneamento das peças (briefing qualificado), o Lastro (busca de jurisprudência na Plataforma Falcão e apoio na análise da prova) e a Orquestração (sinergia processual e sugestão de soluções).
Esse processo é pautado pela validação humana passo a passo, desdobrando-se em sete movimentos orientados pela IA, mas sempre sob o controle do usuário. “Seguimos a diretriz do CNJ que exige a supervisão humana para o uso de IA no Judiciário”, reforça Irineu. A ferramenta permite ainda que as minutas sejam personalizadas, preservando a identidade e o estilo de redação de cada magistrada ou magistrado.
Referência nacional
O Ecossistema ELO foi um dos destaques do Festival de Inteligência Artificial do Judiciário (FIAJ), realizado em Recife nos dias 8 e 9 de junho. O evento consolidou o TRT-PR como uma referência nacional em soluções tecnológicas funcionais.
Para Irineu, o principal objetivo do sistema não é apenas a automação, mas a transformação da rotina dos gabinetes. “É possível aumentarmos a produtividade, permitindo que o foco humano se concentre na decisão judicial qualificada, mantendo a qualidade de vida das nossas equipes”, diz.
O projeto que deu origem ao ELO foi desenvolvido sob a orientação do desembargador Sergio Murilo Rodrigues Lemos e baseou-se nas diretrizes da Resolução nº 615 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), interpretadas pelo juiz Fernando Hoffmann. O desenvolvimento técnico contou com o empenho da Secretaria Geral de Tecnologia da Informação (SGTIC), com destaque para o trabalho de Eduardo Rocha, Gustavo Lolis e Marcos Lubas, além da colaboração fundamental de Augusto Torácio, criador do Chat-JT, e das servidoras Michelli Wolf e Sonia Telesca na validação das melhores práticas jurídicas.
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